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Todos nós sonhamos.
E todos nós já nos imaginamos em espaços idílicos, lugares tranquilos
onde o silêncio apenas é interrompido pelo riso de uma criança ou pelo
som que traz uma leve brisa de Verão.
apenas é interrompido pelo riso de uma criança ou pelo som
que traz uma leve brisa de Verão. Locais onde ao fecharmos os olhos
esquecemos o mundo e os seus problemas, locais mágicos onde nos
sentimos invadidos por um bem-estar e por uma paz de espírito enorme.
Serão esses sítios apenas fruto do nosso imaginário? A Casa da Guia, em
Cascais, garante-lhe que não.
À saída de Cascais, em plena Estrada
do Guincho, encontramos um dos mais belos locais de toda a Costa do
Estoril: a Casa da Guia. Perdoe-nos o leitor tão aparente falta de
isenção mas é-nos de todo impossível ficar impassíveis perante tão belo
cenário.
Ao passarmos pelo arco da porta principal deparamo-nos com um espaço amplo e deslumbrante. Nele
existe um palacete do século XIX, pintado em tons de amarelo, que se
mistura com as lojas existentes neste espaço, que é ao mesmo tempo
comercial e de lazer.
Pessoas de todas as idades, de todos
os escalões sociais, passeiam vagarosamente, como que saboreando cada
passo que dão. O silêncio, esse, é quase absoluto. Ouvem-se algumas
crianças, alguns risos, um ou outro choro de um bebé mais refilão, o
chilrear dos pássaros, os passos mais rápidos de alguém mais apressado.
Um verdadeiro teste aos nossos sentidos, em especial ao da visão. Por
onde quer que olhemos deleitamo-nos com a beleza deste local...
Avançamos um pouco e por momentos ficamos estáticos, como que
hipnotizados, olhando o mar junto a uma das esplanadas. O vento é fraco
e o sol escondido por detrás de algumas nuvens também. Como que por
instinto, soltamos um largo sorriso e enchemos o peito de ar enquanto
semicerramos os olhos. Eis um local que vale a pena conhecer de perto
e, para isso, nada melhor do que falar alguns minutos com a directora
geral da Casa da Guia, Maria Fernanda da Veiga que começou por explicar
ao O Correio da Linha aquilo que uma pessoa pode encontrar quando visita a Casa da Guia. “O
primeiro impacto é algo semelhante a: «que linda casa, que belo
palacete e que bom é estar neste jardim com esta vista para o mar
espectacular»”.
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